20 de ago. de 2012

SDT: Secretário participa de encontro com colegiados em Goiânia
Para debater e ampliar o diálogo sobre a política de desenvolvimento territorial no estado de Goiás, o secretário de Desenvolvimento Territorial do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SDT/MDA), Jerônimo Rodrigues, participou ontem, dia 16, em Goiânia, de um encontro organizado pela Rede de Colegiados. Cerca de trinta pessoas se reuniram com o secretário Jerônimo e com o Superintendente de Desenvolvimento Agrário e Fundiário de Goiás,Antônio Sêneca do Nascimento Neto, na Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Irrigação de Goiás (Seagro), entre representantes dos colegiados territoriais do estado, delegacia estadual do MDA, entidades da agricultura familiar (Fetraf, Unicafes e Fetaeg), governo estadual, Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável (CEDRS), e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).


Para o encontro, os representantes dos colegiados territoriais definiram uma pauta com temas relacionados aos trabalhos da SDT e da Seagro, tais como: capacitação em elaboração, tramitação e gestão dos projetos territoriais; fortalecimento da rede de colegiados territoriais; construção da política pública da agricultura familiar no estado de Goiás; e elaboração e aprovação da Lei Estadual de agricultura familiar, entre outros.

O estado possui atualmente 13 territórios (rurais e da Cidadania): Das Águas Emendadas, Chapada dos Veadeiros, Vale do Rio Vermelho, Vale do Paranã, Estrada de Ferro, Médio Araguaia e Vale do São Patrício. Sobre isso, Joseane Ariel, do território Estrada de Ferro, lembrou que 60% dos municípios estão envolvidos nos territórios. “O estado precisa levar isso em consideração e participar mais da política de desenvolvimento territorial”, afirmou ela.

Sobre os recursos de quase 3 milhões do Proinf (Ação orçamentária da SDT Apoio a Projetos de  Infraestrutura e Serviços) destinados aos territórios de Goiás em 2012, o secretário nacional de Agricultura Familiar, Laudemir Müller, que participou da abertura do evento, declarou que tão importante quanto o valor é a forma de se fazer a política de desenvolvimento territorial. “Os colegiados territoriais desempenham o papel principal para a implantação das políticas públicas do MDA. Eles possuem uma grande tarefa ao propor e acompanhar ações nos territórios e todos se beneficiam com essa participação social”, destacou ele. 
Durante o encontro, o secretário de Desenvolvimento Territorial do Ministério do Desenvolvimento Agrário lembrou que os Planos Territoriais de Desenvolvimento Rural Sustentável (PTDRS) deverão ser a base da elaboração, execução e gestão das políticas públicas do Ministério. “É hora então de qualificarmos ainda mais os Planos e isso começa nos colegiados”, disse Jerônimo Rodrigues. Ele lembrou ainda que, além do Proinf, o Chamamento Público 001/2012, que disponibilizará recursos para animação da política territorial em todo o país, encontra-se em fase de contratação das entidades. “A Chamada estabelece ações que ajudarão na formação e qualificação dos colegiados no estado de Goiás”, concluiu.

Participação
O coordenador da rede estadual de colegiados territoriais, Deusdete Oliveira, concordou com o Secretário Jerônimo e afirmou que as instituições da sociedade civil precisam ocupar mais os espaços de definição das políticas públicas. “Este é um momento de amadurecimento ímpar da política de desenvolvimento territorial”, disse ele. Ainda sobre esse assunto, segundo o diretor técnico do Sebrae/GO, Wanderson Portugal, as entidades representativas da agricultura familiar precisam fortalecer as instituições públicas e as instituições devem fortalecer as entidades. “Queremos ampliar cada vez mais o nosso diálogo com a agricultura familiar e com os colegiados, mas esse é um diálogo que deve ser prioritário para todos”, salientou ele.

Para Celso Afonso, da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), os colegiados e as instituições envolvidas na política territorial devem ter firme o propósito de trabalhar pelo desenvolvimento sustentável da agricultura familiar. “Precisamos de projetos que integrem os produtores familiares para que eles participem mais da política. Precisamos aproximá-la de quem está no campo”, afirmou.

Ao final do encontro ficou definido que os colegiados do estado e a Rede de Colegiados precisam de uma reestruturação; é necessária uma maior interação entre os colegiados e o CEDRS, uma maior participação dos colegiados no planejamento das ações do Pronacampo (Programa Nacional de Educação do Campo); e o estabelecimento de uma agenda estratégica e positiva entre os colegiados e os governos federal e estadual. Com esses objetivos, a Rede de ficou responsável por organizar um encontro entre os colegiados e o governo do estado para definir uma agenda estratégica de ação. Concluindo a reunião, o delegado estadual do desenvolvimento agrário, Otacílio Alves, ressaltou que o encontro não se esgotava naquele momento. “A pauta que debatemos tem uma reflexão de volta. Temos que ocupar os espaços de discussão. A Rede de Colegiados deve ser referência no estado para enfrentar os desafios que elencamos aqui”, disse.

Fetaeg
Antes do encontro pautado pelos colegiados, o secretário Jerônimo foi ao evento de planejamento anual da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do estado de Goiás (Fetaeg), realizado em Goiânia, nos dias 15 e 16. Na ocasião, Jerônimo falou que a atuação dos movimentos sociais da agricultura familiar qualifica as políticas públicas. Já o presidente da Fetaeg, Elias D´Angelo, reconheceu o significado da presença do MDA, através da SDT, no evento e afirmou que a parceria entre a Federação e o governo federal fortalece a aplicação das políticas públicas para a agricultura familiar.
 
O que é Proinf
O Proinf é uma ação orçamentária de responsabilidade da SDT/MDA, integrante do Programa Desenvolvimento Regional, Territorial Sustentável e Economia Solidária (PPA 2012-2015) e tem a finalidade de financiar projetos estratégicos para o desenvolvimento territorial definidos no Plano Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentável (PTDRS) e priorizados pelos territórios. A ação apoia, com recursos do Orçamento Geral da União (OGU), iniciativas de municípios, Consórcios Públicos, Estados e União, na forma de investimentos destinados a agricultores familiares localizados em territórios rurais, a partir das demandas materializadas no PTDRS e priorizadas pelos territórios.

O que é o Chamamento Público 001/2012
O Chamamento 001/2012 publicado pela SDT no dia 30 de maio visa apoiar projetos de custeio do Programa Regional, Territorial Sustentável e Economia Solidária por meio de convênios que serão celebrados com o MDA, disponibilizando o total de R$ 28.882.900,00 para apoiar ações previstas nos territórios rurais do país. O intuito é que as propostas das entidades selecionadas promovam a abordagem territorial com foco no desenvolvimento rural sustentável, apoiando ações de incremento da qualidade de vida da população rural, a dinamização das economias territoriais, a organização social e o fortalecimento dos atores sociais por meio da adoção de princípios e de práticas da gestão social com a implementação e integração de políticas públicas nos territórios.





19 de ago. de 2012

Plano Safra disponibiliza R$ 653 milhões para agricultura goiana

17/08/2012 12:00

O financiamento é um dos principais fatores para o desenvolvimento da agricultura familiar. O crédito, quando bem planejado e aplicado, alavanca o desenvolvimento da propriedade e, consequentemente, a renda familiar. Para viabilizar os recursos para financiamento da produção goiana, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) lançou, nesta quinta-feira, 16, o Plano Safra da Agricultura Familiar 2012/2013, em cerimônia realizada em Goiânia, na sede da Seagro, em que destina R$ 653 milhões para as políticas públicas direcionadas aos agricultores familiares do estado.

Do montante, R$ 615 milhões são destinados para ações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), sendo R$ 355 milhões para o custeio e R$ 260 milhões para operações de investimento.

O secretário de Agricultura Familiar do MDA, Laudemir Müller, representando o ministro Pepe Vargas, destacou, ao anunciar as medidas do Plano Safra, a ampliação de recursos para as compras governamentais e fomento à comercialização. O valor disponibilizado para as compras do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) no estado é de R$ 5 milhões.
Müller ressaltou a criação da modalidade Compra Institucional do PAA, que permite, a partir desta safra, que instituições estaduais e municipais possam fazer compra diretamente da agricultura familiar, com dispensa de licitação, da mesma forma que o PAA federal. “Não estamos pensando apenas na produção, mas em quem produz e precisa comercializar”, Müller afirmou.

Para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) serão destinados R$ 20,8 milhões no estado. Na safra 2012/2013, o valor que os agricultores familiares podem vender para escolas públicas mais do que dobrou, passando de R$ 9 mil para R$ 20 mil por ano, por agricultor.

“Queremos que a agricultura familiar produza e se organize do ponto de vista econômico. Por isso, aumentamos o valor de financiamento para a agroindustrialização”, pontuou o secretário. O limite individual anterior era de R$ 50 mil e hoje é de R$ 130 mil.

“Temos um conjunto de instrumentos de políticas públicas dedicados à agricultura familiar, que conseguimos aperfeiçoar todos os anos com a participação dos movimentos sociais. Nosso grande desafio é fazer com que as políticas cheguem aos agricultores. Para isso precisamos do trabalho em parceria com estado, do apoio do legislativo, de uma assistência técnica de qualidade”, observou Müller.

O secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seagro), Antônio Flávio de Lima, reforçou a ideia de Müller sobre a importância da assistência técnica para a implementação das políticas. Lima também apresentou demanda de recursos para entidades de Ater do estado.

Participaram da cerimônia de lançamento o secretário de Desenvolvimento Territorial do MDA, Jerônimo Rodrigues; o delegado federal do MDA no estado, Otacílio Teixeira; o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Goiás (Fetaeg), Elias D´Angelo Borges; e o superintendente do Incra, Jorge Tadeu Jatobá. No auditório, agricultores, representantes do Movimento Brasileiro dos Trabalhadores Rurais.

Movimentos sociais
Na solenidade, o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Goiás (Fetaeg), Elias D´Angelo Borges, falou da importância da Emater para os agricultores familiares e assentados da reforma agrária. O presidente da Federação da Agricultura Familiar do Estado de Goiás (Fetraf), Lázaro Bento, assinalou a importância do Pronaf para os agricultores de baixa renda e pontuou a necessidade de “repensar o processo de assistência técnica no estado, para reorganizar o processo de produção no campo”.

Sobre os serviços de assistência técnica e extensão rural (Ater), o secretário da Agricultura Familiar, Laudemir Müller, reafirmou, a necessidade de investimento em Ater para “colocar a agricultura em um novo patamar e dar acesso às políticas públicas”. O ministério vai disponibilizar R$ 6,9 milhões nos serviços de assistência técnica e extensão rural de Goiás. “Temos um grande desafio de fazer chegar o crédito aos agricultores, sabemos que grande parte desse desafio depende de uma boa assistência técnica”, disse Müller.

”Temos o desafio de fazer com a Rede dos Territorios seja mais efetiva e com direitos para os agricultores que estão no campo, na perspectiva do desenvolvimento sustentável e solidário, onde o principal relação com da economia sejam as relações humanas”, disse o coordenador da Rede de Colegiado no estado, Deusdete Oliveira.

Produção estadual
Na safra 2011/2012, foram realizados 22 mil contratos pelo Pronaf e um valor de R$ 431,7 milhões. O estado possui 47,5 mil DAPs ativas. Dos 136 mil estabelecimentos agropecuários de Goiás, 88 mil são de agricultores familiares, que oferecem ocupação para mais de 213 mil pessoas. A agricultura familiar goiana produz 46% do arroz, 67% da mandioca, 10% do milho, 17% do rebanho bovino e 43% do leite produzidos no estado.

Plano Safra 2012-2013
Com o objetivo de estimular o crescimento da economia do país, com estabilidade, mais produção e sustentabilidade, o Plano Safra da Agricultura Familiar 2012/2013 promove a organização econômica, qualificando a produção da agricultura familiar nas cadeias produtivas.

O Plano também visa aumentar a renda no campo tendo na agricultura familiar um modelo de produção para o desenvolvimento do país, além de promover a transição dos sistemas de produção, com boas práticas ambientais e sistemas de produção sustentáveis. Com os R$ 18 bilhões para o Pronaf anunciados nesta safra (2012/2013) em todo o Brasil, o crédito para a agricultura familiar aumentou mais de 400%.O financiamento é um dos principais fatores para o desenvolvimento da agricultura familiar. O crédito, quando bem planejado e aplicado, alavanca o desenvolvimento da propriedade e, consequentemente, a renda familiar. Para viabilizar os recursos para financiamento da produção goiana, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) lançou, nesta quinta-feira, 16, o Plano Safra da Agricultura Familiar 2012/2013, em cerimônia realizada em Goiânia, na sede da Seagro, em que destina R$ 653 milhões para as políticas públicas direcionadas aos agricultores familiares do estado.

Do montante, R$ 615 milhões são destinados para ações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), sendo R$ 355 milhões para o custeio e R$ 260 milhões para operações de investimento.

O secretário de Agricultura Familiar do MDA, Laudemir Müller, representando o ministro Pepe Vargas, destacou, ao anunciar as medidas do Plano Safra, a ampliação de recursos para as compras governamentais e fomento à comercialização. O valor disponibilizado para as compras do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) no estado é de R$ 5 milhões.
Müller ressaltou a criação da modalidade Compra Institucional do PAA, que permite, a partir desta safra, que instituições estaduais e municipais possam fazer compra diretamente da agricultura familiar, com dispensa de licitação, da mesma forma que o PAA federal. “Não estamos pensando apenas na produção, mas em quem produz e precisa comercializar”, Müller afirmou.

Para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) serão destinados R$ 20,8 milhões no estado. Na safra 2012/2013, o valor que os agricultores familiares podem vender para escolas públicas mais do que dobrou, passando de R$ 9 mil para R$ 20 mil por ano, por agricultor.

“Queremos que a agricultura familiar produza e se organize do ponto de vista econômico. Por isso, aumentamos o valor de financiamento para a agroindustrialização”, pontuou o secretário. O limite individual anterior era de R$ 50 mil e hoje é de R$ 130 mil.

“Temos um conjunto de instrumentos de políticas públicas dedicados à agricultura familiar, que conseguimos aperfeiçoar todos os anos com a participação dos movimentos sociais. Nosso grande desafio é fazer com que as políticas cheguem aos agricultores. Para isso precisamos do trabalho em parceria com estado, do apoio do legislativo, de uma assistência técnica de qualidade”, observou Müller.

O secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seagro), Antônio Flávio de Lima, reforçou a ideia de Müller sobre a importância da assistência técnica para a implementação das políticas. Lima também apresentou demanda de recursos para entidades de Ater do estado.

Participaram da cerimônia de lançamento o secretário de Desenvolvimento Territorial do MDA, Jerônimo Rodrigues; o delegado federal do MDA no estado, Otacílio Teixeira; o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Goiás (Fetaeg), Elias D´Angelo Borges; e o superintendente do Incra, Jorge Tadeu Jatobá. No auditório, agricultores, representantes do Movimento Brasileiro dos Trabalhadores Rurais.

Movimentos sociais
Na solenidade, o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Goiás (Fetaeg), Elias D´Angelo Borges, falou da importância da Emater para os agricultores familiares e assentados da reforma agrária. O presidente da Federação da Agricultura Familiar do Estado de Goiás (Fetraf), Lázaro Bento, assinalou a importância do Pronaf para os agricultores de baixa renda e pontuou a necessidade de “repensar o processo de assistência técnica no estado, para reorganizar o processo de produção no campo”.

Sobre os serviços de assistência técnica e extensão rural (Ater), o secretário da Agricultura Familiar, Laudemir Müller, reafirmou, a necessidade de investimento em Ater para “colocar a agricultura em um novo patamar e dar acesso às políticas públicas”. O ministério vai disponibilizar R$ 6,9 milhões nos serviços de assistência técnica e extensão rural de Goiás. “Temos um grande desafio de fazer chegar o crédito aos agricultores, sabemos que grande parte desse desafio depende de uma boa assistência técnica”, disse Müller.

”Temos o desafio de fazer a rede cada vez mais efetiva e com direitos para os agricultores que estão no campo, na perspectiva do desenvolvimento sustentável e solidário, onde o principal da economia sejam as relações humanas”, disse o coordenador da Rede de Colegiado no estado, Deusdete Oliveira.

Produção estadual
Na safra 2011/2012, foram realizados 22 mil contratos pelo Pronaf e um valor de R$ 431,7 milhões. O estado possui 47,5 mil DAPs ativas. Dos 136 mil estabelecimentos agropecuários de Goiás, 88 mil são de agricultores familiares, que oferecem ocupação para mais de 213 mil pessoas. A agricultura familiar goiana produz 46% do arroz, 67% da mandioca, 10% do milho, 17% do rebanho bovino e 43% do leite produzidos no estado.

Plano Safra 2012-2013
Com o objetivo de estimular o crescimento da economia do país, com estabilidade, mais produção e sustentabilidade, o Plano Safra da Agricultura Familiar 2012/2013 promove a organização econômica, qualificando a produção da agricultura familiar nas cadeias produtivas.

O Plano também visa aumentar a renda no campo tendo na agricultura familiar um modelo de produção para o desenvolvimento do país, além de promover a transição dos sistemas de produção, com boas práticas ambientais e sistemas de produção sustentáveis. Com os R$ 18 bilhões para o Pronaf anunciados nesta safra (2012/2013) em todo o Brasil, o crédito para a agricultura familiar aumentou mais de 400%.

22 de set. de 2011

Presidenta Dilma 1ª mulher a abrir assembleia na ONU, defende Estado Palestino.



Presidenta Dilma 1ª mulher a abrir assembleia na ONU, defende Estado Palestino.

11 de set. de 2011

GRITO DOS EXCLUÍDOS  2011 - GOIÂNIA- GOIÁS

Por Pedro Ferreira
Movimento Terra Livre/RECID – GO
Fonte: recid-go.blogspot.com/
A concentração se deu em frente ao Terminal Praça ‘A’ simbolo da má qualidade do transporte público na capital, onde em seguida foi feito uma ocupação simbólica para chamar atenção das autoridades para necessidade de se ter um transporte público de qualidade.

Logo após os participantes saíram em marcha com suas bandeiras de lutas e faixas reivindicatórias, como também com uma cruz simbolizando as mortes de companheiros vitimados por esses sistema, tomando a avenida independência rumo a Praça do Trabalhador.

Em frente ao cemitério santana aconteceu uma parada para reflexão sobre as mortes ocasionadas por esse sistema, vitimas deram depoimentos emocionados como por exemplo um pai que falou sobre o filho que foi levado pela policia na sua frente e nunca mais teve noticia do mesmo.

A marcha seguiu e parou novamente em frente a uma clinica de um plano de saúde onde foi feito uma fala de denuncia do projeto de privatização via OS por parte do governador Marconi Perillo (PSDB/DEM), vários hospitais de Goiânia e do interior estão na lista para passarem a ser geridos por OS, devido a mobilização e luta do Comitê Contra as privatizações conseguimos barrar que uma OS envolvida em corrupção no RJ assumisse a administração do Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia, no entanto a luta tem que continuar, pois o projeto do Governador é continuar com as privatizações.

A marcha seguiu novamente parando em frente uma concessionaria de venda de motos onde foi feito uma fala denunciando o extermínio de jovens sobre tudo na periferia, no inicio do ano foi preso vários policias acusados de fazerem parte de um grupo de extermínio em Goiás – Na operação Sexto mandamento da Policia Federal. A maioria das vitimas de homicídios em Goiânia e região metropolitana são jovens.

A quarta parada foi em frente a sede da Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC) responsável por administrar o sistema de transporte coletivo da capital e região metropolitana, onde foram feito falas denunciando o descaso com o transporte público na nossa cidade e o que devemos fazer para superar os gargalos.

A ultima parada da marcha foi na praça do Trabalhador em frente a Câmara municipal de Vereadores onde foram feitas falas sobre a corrupção e o descaso do poder público em atender as demandas da população. Ao final os participantes fixaram as cruzes e suas faixas com reivindicações em frente a câmara.

Varias organizações e movimentos tanto do campo como da cidade, Centrais Sindicais, Movimentos de Sem Terras, Pastorais sociais, Movimento Estudantil entre outros participaram do Grito dos Excluídos 2011, tais como: Terra Livre, RECID-GO, MST, PJMP, PJ, CUT, UNE, UJS, UBS, C.A de Serviço Social da PUC-GO. Partidos políticos como: PSOL, PCB, PC DO B e PT, além de representantes de varias arquidioceses.

Imagens do Dia









6 de set. de 2011





]3º Caminhada em Homenagem aos Mestres e Mestras da Tradição Afro-Brasileira.



Convidamos todos/as os/as angoleiros/as e amigos/as para mais essa importante homenagem aos nossos Mestres e Mestras da Tradição Afro-Brasileira.



Que a memória e o reconhecimento das nossas referências negras sejam celebrados e nos deem força para virar o jogo do racismo, do preconceito e da intolerância religiosa.
 
Fonte: http://grupocalunga.blogspot.com

22 de ago. de 2011

Dois pesos e duas medidas: o aborto perdoado em Madri
Ivone Gebara
Escritora, filósofa e teóloga
Fonte: http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&lang=PT&cod=59469



É com muito constrangimento que muitas mulheres católicas leram a notícia publicada em vários jornais nesse último final de semana de que a Arquidiocese de Madri com aprovação papal autorizou a concessão do perdão e indulgência plenária às mulheres que confessarem o aborto por ocasião da visita do papa. A impressão que tivemos é que o papa, o Vaticano e alguns bispos gostam de brincadeiras de mau gosto com as mulheres. Não sabemos em que mundo esses homens vivem, quem pensam que são e quem pensam que somos!


Primeiro, concedem o perdão a quem pode viajar para assistir a missa do papa e passar pelo "confessionódromo” ou pelo conjunto de duzentos confessionários brancos instalados numa grande Praça pública de Madri chamada "Parque do Retiro”. O perdão deste "pecado” tem local, dia e hora marcada. Custa apenas uma viagem a Madri para estar diante do papa! Quem não faria o esforço para tão grande privilégio? Basta ter dinheiro para viajar e pagar a estadia em algum hotel de Madri que o perdão poderá ser alcançado. Por isso, nos perguntamos: que alianças a prática do perdão na Igreja tem com o capitalismo atual? Como se pode viver tal reducionismo teológico e existencial? Quem está tirando benefícios com esse comportamento?

Segundo, têm o desplante de afirmar que o perdão deste "crime hediondo” como eles costumam afirmar, é dado apenas por ocasião da visita do papa para que nessa mesma ocasião as fiéis pecadoras obtenham "os frutos da divina graça”, confessando o seu pecado. Como entender que uma falta é perdoada apenas quando a autoridade máxima está presente? Não estariam reforçando o velho e decadente modelo imperial do papado? Quando o Imperador está presente tudo é possível até mesmo a expressão da contradição em seu sistema penal.

Não quero retomar os argumentos que muitas de nós mulheres sensíveis às nossas próprias dores temos repetido ao longo de muitos anos numa breve reflexão como esta. Mas esse acontecimento papal madrilenho, infelizmente, só mostra mais uma vez, um lado ainda bastante vivo no Vaticano, ou seja, o lado das querelas medievais em que questões absolutamente sem peso na vida humana eram discutidas. E mais, demonstra desconhecer as dores femininas, desconhecer os dramas que situações de violência provocam em nossos corpos e corações. Ao conceder o perdão ao "crime” do aborto na linguagem que sempre usaram, de forma elitista revelam o rosto ambíguo da instituição religiosa capaz de ceder ao aparato triunfalista quando sua credibilidade está em jogo. Podem abençoar tropas para matar inocentes, enviar sacerdotes como capelães militares em guerras sempre sujas, fazer afirmações públicas em defesa da instituição condenando pobres e oprimidas, abrir exceções à regra de seus comportamentos para atrair jovens alienados dos grandes problemas do mundo ao rebanho do Papa. A lista dos usos e costumes transgressores de suas próprias leis é enorme...

Por que reduzir a vida cristã a pão e circo? Por que dar um espetáculo de magnanimidade em meio à corrupção dos costumes? Por que criar ilusões sobre o perdão quando o dia a dia das mulheres é cheio de perseguições e proibições às suas escolhas e competências?

Somos convidadas/os a pensar no aspecto nefasto da posição do papa e dos bispos que se aliaram a ele. O papa não concedeu perdão e indulgência total ou plena "urbe et orbe”, isto é, para todas as mulheres que fizeram aborto, mas apenas àquelas que se confessaram naquele momento preciso e por ocasião da visita do papa à Espanha. Não é mais uma vez a utilização das consciências especialmente das mulheres para fins de expansionismo de seu modelo perverso de bondade? Não é mais uma vez abrir concessões obedecendo a uma lógica autoritária que quer restaurar os antigos privilégios da Igreja em alguns países europeus? Não é uma forma de querer comprar as mulheres confundindo-as diante da pretensa magnanimidade dos hierarcas?

Será que as autoridades constituídas na Igreja Católica e de outras Igrejas são ainda cristãs? São ainda seguidoras dos valores éticos humanistas que norteiam o respeito a todas as vidas e em especial à vida das mulheres?

Creio que mais uma vez somos convocadas/os a expressar publicamente nosso sentimento de repúdio à utilização da vida de tantas mulheres como pretexto de magnanimidade do coração papal. Somos convidadas/os a tornar pública a corrupção dos costumes em todas as nossas instituições inclusive naquelas que representam publicamente nossas crenças religiosas. Somos convidadas/os a ser o corpo visível de nossas crenças e opções.

Fazendo isso, não somos melhores do que ninguém. Somos todas pecadoras e pecadores capazes de ferir uns aos outros, capazes de hipocrisia e mentira, de crueldade e crueldade refinada. Mas, também somos capazes de dividir nosso pão, de acolher a abandonada, de cobrir o nu, de visitar o prisioneiro, de chamar Herodes de raposa. Somos essa mistura, expressão de nosso eu, de nossos deuses, dos espinhos em nossa carne convidando-nos e convocando-nos a viver para além das fachadas atrás das quais gostamos de nos esconder.

28 de jul. de 2011


4ª edição da Marcha das Margaridas deve reunir 100 mil mulheres do campo em Brasília

Fonte : Jeane Freitas
Adital

"Duas mil e onze razões para marchar para o desenvolvimento, sustentável com justiça, autonomia, igualdade e liberdade”. Este será o lema 4ª edição da Marcha das Margaridas que acontecerá nos dias 16 e 17 de agosto em Brasília, região Centro-oeste do país. A Marcha reunirá cerca de 100 mil mulheres de diversas regiões do país na luta por melhores condições de vida e trabalho no campo e contra todas as formas de discriminação e violência.

Para Rosângela Ferreira, integrante da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura do Estado do Ceará (Fetraece) e da organização estadual da Marcha, a atividade tem um grande significado para a garantia dos direitos das mulheres, principalmente daquelas das zonas rurais. "A Marcha é necessária para garantir a visibilidade. Por mais que o governo seja democrático, não existe governo bonzinho. O movimento precisa estar mobilizado ou então não consegue [visibilizar suas demandas]”, afirma.
O evento acontece a cada quatro anos sempre no mês de agosto, para fazer a memória ao assassinato da líder sindical Margarida Alves morta com um tiro no rosto no dia 12 de agosto de 1983 no município de alagoa grande, Paraíba, região nordeste do país.

A atividade foi lançada nacionalmente em novembro de 2010, e desde então, os movimentos de mulheres vêm se organizando em vários pólos do país com o objetivo de se articular e preparar a pauta de reivindicação através de debates, palestras, estudos, planejamento e captação de recurso.
Essas mobilizações resultaram na elaboração de um caderno de texto que teve como base os eixos da plataforma política do movimento de mulheres. São elas: biodiversidade, terra, água e agroecologia, soberania e segurança alimentar, autonomia econômica, saúde pública e direitos reprodutivos, educação não sexista e democracia, poder e participação política. O caderno reuniu cerca de 158 propostas que foram entregues na semana passada (13), em ato político, no Palácio do Planalto em Brasília.

Rosângela aponta conquistas significativas nesses anos de caminhada. Uma delas foi a aposentadoria para trabalhadoras rurais aos 55 anos de idade; a emissão de documentação das mulheres que não conseguiam acesso às políticas públicas, como o Bolsa Família; a titularização na divisão da reforma agrária no nome das mulheres; criação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) Mulher, a visibilidade sobre os casos de violência e discriminação contra as mulheres, entre outras.

Ela ressalta, ainda, que as mulheres fizeram parte da construção da história do país, mas nunca apareceram de fato, e que a Marcha tem também essa finalidade: Despertar nas mulheres para que elas exijam seus direitos e sejam sujeitas de uma nova história e construtoras de uma sociedade igualitária.

Programação

As mulheres chegarão no dia 15 de agosto no Parque das Cidades, centro de Brasília. Dia 16, pela manhã, a abertura terá a exposição de dois painéis. Neste mesmo dia, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) fará uma pesquisa aplicada com as mulheres presentes na marcha sobre perfil econômico e condições de vida das mulheres trabalhadoras do campo e da floresta.
À noite, haverá o lançamento do CD "Canto das Margaridas”, produzido por mulheres de todo pais, com a presença da cantora Margareth Menezes. No dia 17, as mulheres seguem em marcha do Parque das Cidades até a Esplanada dos Ministérios onde serão recebidas por ministros, autoridades, e pela presidenta Dilma Rousseff. Às 15h, Rousseff fará o anúncio da decisão das propostas encaminhadas na semana passada pela coordenação da Marcha.

27 de jul. de 2011

Seminário discute desafios e perspectivas da Reforma Agrária em Goiás 

Fonte: Portal da Assembléia  Legislativa de Goiás; http ://www.assembleia.go.gov.br

O  Fórum Estadual pela Reforma Agrária e Justiça no Campo de Goiás realiza nos dias 03 e 04 de agosto, no Salão Nobre da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás (UFG), o seminário "Reforma Agrária em Goiás: Desafios e Perspectivas".

Com o objetivo de discutir a atual situação da Reforma Agrária no Estado de Goiás, bem como sua perspectiva futura e desafios, a atividade conta com a presença dos professores da Universidade de São Paulo (USP), Ariovaldo Umbelino e Bernardo Manso, além do novo superintendente do Incra, Jorge Tadeu Jatobá, nos debates. 

Defensor de um novo modelo de produção alimentar baseado na agricultura familiar e produção de alimentos livres de agrotóxicos, o membro titular da Comissão de Habitação, Reforma Agrária e Urbana da Assembleia Legislativa, deputado Mauro Rubem (PT), apóia a iniciativa e conclama a população goiana a participar do seminário. "A participação da sociedade é nosso principal instrumento nesta luta. Precisamos reverter às destruições e devastações que o agronegócio tem causado em nosso estado e estimular a democratização da terra para a produção de alimentos saudáveis e livres de agrotóxicos. A Reforma Agrária precisa ser debatida e desenvolvida, a cada dia", ressalta. 

O Fórum Estadual pela Reforma Agrária e Justiça no Campo de Goiás é um espaço de articulação política em apoio à luta pela Reforma Agrária, agricultura familiar camponesa e contra o latifúndio. Integram o Fórum, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento Camponês Popular (MCP), Comissão Pastoral da Terra regional Goiás (CPT/GO), Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (FETRAF/GO), Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), Movimento de Volta dos Trabalhadores ao Campo (MVTC), Movimento Brasileiro dos Trabalhadores Rurais (MBTR), Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB) e Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Goiás (SINTSEP-GO). Forum Goiano de Economia Solidária (FGES)

Também fazem parte do Fórum o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Único de Saúde (SINDSAÚDE-GO), Tendência Marxista do Partido dos Trabalhadores (TM/PT), Central Única dos Trabalhadores (CUT-GO), Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES), Coordenação Nacional de Lutas em Goiás (CONLUTAS) e Movimento Terra Livre.

26 de jul. de 2011

Campanha mundial pede o fim dos paraísos fiscais 



Mais de 50 organizações em todo o mundo, entre elas, o Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), responsável pela campanha no Brasil, decidiram se unir para exigir que os líderes do G20 (as vinte maiores economias do mundo) adotem medidas para requerer que as empresas publiquem o lucro verdadeiro que obtêm, principalmente em países em desenvolvimento, e que paguem os impostos devidos, deixando de incorrer na prática da sonegação fiscal. Um dos caminhos da sonegação é justamente o envio do lucro não declarado para paraísos fiscais. Inesc

Nesta terça-feira (26) será lançada oficialmente no Brasil a campanha Fim aos Paraísos Fiscais. Mais de 50 organizações em todo o mundo, entre elas, o Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), responsável pela campanha no Brasil, decidiram se unir para exigir que os líderes do G20 (as vinte maiores economias do mundo) adotem medidas para requerer que as empresas publiquem o lucro verdadeiro que obtêm, principalmente em países em desenvolvimento, e que paguem os impostos devidos, deixando de incorrer na prática da sonegação fiscal. Um dos caminhos da sonegação é justamente o envio do lucro não declarado para paraísos fiscais.

A campanha tem o objetivo de recolher o máximo de assinaturas da sociedade para que sejam entregues na reunião do G20 na França, que ocorrerá em novembro deste ano. Até agora, somente nove mil pessoas assinaram a campanha no mundo inteiro. Agora é a vez do Brasil participar e exigir que o G20 coloque o “sigilo dos paraísos fiscais” na agenda da reunião de novembro. Quem quiser participar da campanha pode entrar nosite Fim aos Paraísos Fiscais e enviar sua mensagem. Foi produzido umvídeo especial para a campanha no Brasil. O site do Inesc também disponibiliza uma nota técnica com um estudo sobre o assunto.

Sonegação, offshore e paraísos fiscais
Segundo pesquisa do Global Financial Integrity, organização baseada em Washington e uma das integrantes da campanha, existe uma forte relação entre a sonegação fiscal no mundo e os depósitos nos offshore [1] e paraísos fiscais. Nestes últimos, não há nenhuma transparência e troca de informação, enquanto que nos offshore a regulação é baixa ou moderada.

“Nem todo o dinheiro depositado nos paraísos fiscais tem origem ilícita e nem todo o dinheiro sonegado vai para os paraísos fiscais. Justamente por não haver troca de informações entre parte dos países a respeito dos depósitos em contas bancárias não existe um número exato de quanto do dinheiro sonegado no Brasil vai para os paraísos fiscais”, diz Lucídio Bicalho, assessor político do Inesc.

Porém, o fluxo financeiro entre o Brasil e os paraísos fiscais é grande. Segundo dados do Banco Central do Brasil, o investimento brasileiro direto no exterior, considerando capital e empréstimos inter-companhias em 2007, 2008 e 2009 foi de, respectivamente, US$ 190,2 bilhões, US$ 204 bilhões e US$ 214 bilhões. Os paraísos fiscais estão entre os destinos preferenciais dos investimentos brasileiros diretos na forma de participação em capital. Só em 2009, foram enviados US$ 18,3 bilhões para as Ilhas Cayman, US$ 13,3 bilhões para as Ilhas Virgens Britânicas, US$ 10,2 bilhões para as Bahamas e US$ 4,3 bilhões para Luxemburgo.

Com relação aos empréstimos entre companhias que partiram do Brasil, as Ilhas Cayman aparecem no topo entre os destinos. De 2007 a 2009, as Ilhas Cayman receberam 88% do total desse tipo de investimento (28 vezes o que seguiu para os EUA).


Sonegação fiscal no Brasil
Em uma pesquisa realizada em 2009, o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário detectou fortes indícios de sonegação fiscal em aproximadamente 26,84% das empresas pesquisadas. O estudo apontou que os tributos sonegados pelas empresas somavam R$ 200 bilhões por ano e, somados os tributos sonegados pelas pessoas físicas, a sonegação fiscal no Brasil atingia 9% do Produto Interno Bruto (PIB). Comparando, o gasto público com educação no Brasil corresponde a somente 5% do PIB. “Os R$ 200 bilhões de impostos sonegados são 14 vezes maiores do que o valor do orçamento para o programa Bolsa Família em 2011”, cita ainda Lucídio.


NOTA
[1] Uma "offshore company" é uma entidade situada no exterior, sujeita a um regime legal diferente, "extraterritorial" em relação ao país de domicílio de seus associados. Mas a expressão é aplicada mais especificamente a sociedades constituídas em "paraísos fiscais", onde gozam de privilégios tributários (impostos reduzidos ou até mesmo isenção de impostos). E isso só se tornou possível quando alguns países adotaram a política da isenção fiscal, para atrair investimentos e capitais estrangeiros. Na América Latina, o Uruguai é um exemplo típico dessa política. (Fonte: Portal Tributário)

20 de mai. de 2011

Audiência Pública Economia Solidária - Luiza Erundina

Fala da Deputada Luiza Erundina (PSB / SP) na Audiência Pública sobre as mudanças na Secretaria de Economia Solidária. Câmara dos Deputados, Brasília, 17 de maio de 2011.


Fala de Sebastiana de Jesus, da Coordenação do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) na Audiência Pública sobre as mudanças na Secretaria Nacional de Economia Solidária.

Audiência Pública Economia Solidária - Luiza Erundina

Fala da Deputada Luiza Erundina (PSB / SP) na Audiência Pública sobre as mudanças na Secretaria de Economia Solidária. Câmara dos Deputados, Brasília, 17 de maio de 2011.

Audiência Pública Economia Solidária - Luiza Erundina

fala da Deputada Luiza Erundina (PSB / SP) na Audiência Pública sobre as mudanças na Secretaria de Economia Solidária. Câmara dos Deputados, Brasília, 17 de maio de 2011.

16 de mai. de 2011

Goiás Realiza Audiência Pública 
Sobre PL 865 e Economia Solidária.
Trabalhadores e trabalhadoras  de Economia Solidária de vários municípios de Goiás, reafirma posição de construir uma política pública de economia solidária no Brasil  e diz não ao Projeto de Lei que cria o Ministério da Micro e Pequena Empresa e  Economia Solidária. 

Cerca de 82 pessoas vindas dos municípios de Goiânia, Trindade, Aparecida de Goiânia, Iporá, Caiapônia, Nazário, Anápolis, Palestina de Goiás, Joanápolis, Jataí, Rio Verde e Perolândia, estivaram presentes  na audiência publica realizada no dia 13 de maio de 2011, no Auditório Costa Lima da Assembléia Legislativa de Goiás, debatendo o Projeto de Lei 0865, que cria o Ministério da Micro e Pequena Empresa e Economia  Solidária.

A audiência foi promovida pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa da Assembléia Legislativa do Estado de Goiás Deputado Mauro Rubem do PT, e da Deputada Federal Marina Sant Anna, também do PT. A iniciativa foi do Fórum Goiano de Economia Solidária e do Centro de Formação em Economia Solidária – CFES, atendendo a articulação do Fórum Brasileiro de Economia Solidária, da Casa Civil do Governo Federal e da Frente Parlamentar em defesa da Economia Solidária da Câmara Federal,  que realizasse uma consulta nacional através dos fóruns estaduais de economia solitária.

Para o movimento de Economia Solidária, o  encaminhamento do Projeto de Lei 0865, para a Câmara dos Deputados em regime de urgência, provocou uma reação negativa no movimento em todo Brasil. Surgiram manifestações de grupos entidades, trabalhadores e trabalhadoras  de economia solidária, entendo que micro e pequenas empresa e economia solidária, não cabem no  mesmo lugar, que ambas tem filosofia e práticas  diferentes em  seus  projetos e trabalhos.

O movimento não e contra a formalização da Micro e Pequena Empresa, nem contra os micro-empreendedores, pelo contrário, entende que esta política possibilitará a retirada do anonimato milhares de trabalhadores e trabalhadoras,  assegurando seus direitos.

O Manifesto do Movimento de Economia Solidária, esta demonstrando que ele existe e reafirma a sua opção de trabalho e concepção de desenvolvimento.  Mostrando que tem identidade e projetos consolidados  em todos os recantos do Brasil. Basta conferir os  resultado das duas Conferências Nacionais, Estaduais, Regionais e Territoriais, onde milhares de trabalhadores e trabalhadoras do campo, da cidade, das florestas, os ribeirinhos, do cerrado, dos indígenas e quilombolas  e sobre tudo das milhares de mulheres que gesta  o trabalho na construção de uma outra economia possível e necessária. A assim, manifesta o desejo de tratamento com respeito para com quem constroe esta economia.

Nesta perspectiva, a audiência teve como objetivos, discutir a criação de políticas públicas que envolvam a construção e consolidação da Economia Solidária em Goiás e Brasil, e posicionar quanto ao Projeto de Lei 0865, onde se cria a Secretaria de Micro e Pequena Empresa junto com a Economia Solidária.

Na composição da mesa para o debate estiveram presentes o o Deputado Estadual Mauro Rubem do PT, a Deputada Federal Marina Sant’Anna (PT);  Ademar Bertucci (da Caritas Brasileira e do Fórum Brasileiro de Economia Solidária); Guilherme Gasel, representante da Secretaria Regional do Trabalho; Rutiléia de Sá Arruda Lisboa, do Centro de Formação em Economia Solidária;   Joana D’Arc Aguiar, do Fórum Estadual de Economia Solidária; Veralúcia de Abreu Serradourada, representante da Superintendência Regional do Trabalho; Antônio Chagas, da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar de Goiás - FETRAF, e da Central Única dos Trabalhadores (CUT). 

foto: Site Mauro Rubem
Abrindo os debates, o deputado Mauro Rubem, reafirmou seu apoio à Economia Solidária e enfatizou: “A audiência representa um compromisso com a construção de outro modelo econômico. Sou marxista com convicção e quero participar da construção de uma sociedade socialista. A Economia Solidária representa um instrumento extremamente importante para corroer, de maneira positiva, este modelo econômico arcaico que aí está”.

Foto: Site Marina Santanna
Apoiando o parlamentar, a Deputada Federal Marina Sant’Anna, criticou a atual legislação que trata da Economia Solidária. Ressaltou a deputada: “Um projeto de lei referente ao assunto que tramita no Congresso estaria misturando a atividade dos microempresários com a Economia Solidária. O projeto que está sendo apreciado na Câmara Federal procura enquadrar a Economia Solidária dentro do contexto das  microempresas, o que está errado. Respeitamos as microempresas, mas a Economia Solidária representa outra proposta. Acreditamos que é possível produzir bem, de forma solidária, e criar uma nova forma de vida na sociedade”.


Rutiléia de Sá Arruda Lisboa, do Centro de Formação em Economia Solidária do Centro -Oeste, dá boas vindas a todos e todas saúda a mesa referenciando o mandato do Mauro Rubem. Agradecendo a acolhida na casa, ressaltando que acredita na formação como formação política, e este momento está sendo muito bom para refletirmos e reafirmados nossa posição favorável  economia solidária.

Joana D’Arc Aguiar, da Coordenação do Fórum Estadual de Economia Solidária, agradeceu o apoio à iniciativa, conferido pelos dois parlamentares petistas presentes: “Estamos construindo uma outra economia em Goiás, passo a passo. Para isso, necessitamos de outra educação, que fundamentada nos valores da solidariedade. Esta é a atividade do nosso centro de formação”.

Antônio Chagas, agricultor familiar, da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf), lembrou que já existem manifestações em prol da criação do projeto de lei em todo o Brasil. “A Economia Solidária é um projeto que se contrapõe ao sistema capitalista. Aos poucos, vamos construindo uma nova economia. É isso o que queremos”, disse. A platéia faz coro com muitas palmas;

A representante da Superintendência Regional do Trabalho, Veralúcia de Abreu Serradourada, conclamou os presentes para que procurem se envolver ativamente na divulgação e no fomento da Economia Solidária. “Esta divulgação deve ser realizada mediante políticas públicas, que priorizem a inclusão social e a promoção de um desenvolvimento justo e solidário”, ponderou.

Guilherme Gasel, da Prefeitura de Goiânia, destacou a motivação dos participantes como elemento fundamental para o sucesso da luta em prol da Economia Solidária. “O debate nos motiva a militar nessa área. Graças ao suor de cada um, nossa luta tem dado resultados. Não podemos retroagir”, sentenciou.

O expositor e representante do Fórum Brasileiro de Economia Solidária, Ademar Bertucci, realizou uma apresentação abrangente sobre os principais tópicos do Projeto de Lei que regulariza a Economia Solidária.  “O projeto se justifica pela defesa do trabalho, da geração de renda, e do fomento a um modelo de desenvolvimento nacional sustentável que inclua os pobres”, portanto define o que é economia solidária."

“O projeto de Lei também possui fundamento legal, já que complementa o artigo 174 da Constituição Federal. Devemos fazer com que esta política deixe de ser apenas de Governo, e se torne definitivamente uma política de Estado”, completou.
Apresenta as três alternativas para aprovação do Projeto de Lei Nacional, A primeira pode ser encaminhada via executiva, a seguida é com participação da sociedade com coleta de 1 milhão e 300 assinaturas e uma terceira alternativa é o envio da Projeto de lei para uma comissão participativa.

Em seguida passou se a apresentar as possibilidades e desafios e possibilidade com o Projeto de Lei 0865, projeto este que cria a Secretaria de Micro e Pequena Empresa junto a Secretaria de Economia Soldaria, onde este projeto contraria as idéias da economia solidária.

Debate dos Participantes:
Terezinha de Jesus, liderança de um empreendimento de confecção do setor Real Conquista, em Goiânia, fala da paixão que teve quando entrou para Economia Solidaria: “Conheci na pratica um novo jeito de viver uma outra economia, onde aprendemos a trabalhar e unir as forças, de mãos dadas partilhando e dando ombros uns aos outros. Economia Solidaria para nós mulheres,  foi uma porta que se abriu na vida, no momento  em que o capitalismo nos excluía. Portanto, a pequena empresa é bom, mais para quem quer ser micro e pequena empresa, nós queremos ser economia solidária”.


Débora, integrante da associação de mulheres da agroecologia, ressalta a experiência das trabalhadoras ruralista que tem dificuldade de comercializar os seus produtos na exposição agropecuária de Anápolis.  Se no estado não conseguimos dialogar com a micro e pequena empresa,  como que isso se dará a nível nacional? Ressalta a opção pela economia solidária.

Para Alessandra Miranda, que copõe a equipe da   da Casa da Juventude  - CAJU,  as oficinas de formação realizadas no programa de formação da casa  teve uma  experiência com economia solidaria, onde os jovens interessaram  em saber sobre esta outra economia,  pois a visão que eles tinham a disputa de mercado (comptição e consumismo) , e quando trabalhou a formação em economia solidaria todos descobriram que realmente era diferente e que era o ideal que eles buscavam, pois poderiam sair da sintuação de exclusão do mercado competitivo. 

Para a assitente social, Taiara Sales, mas do que reconhecer a existência da pobreza, é construir alternativas para emancipá-la. Sendo assim, a Economia Solidaria vem como uma proposta alternativa que vai na contra- mão- do sistema capitalista, na superação de todas as formas de individualismo, violência e desigualdade social. Consegue gerar o fator econômico de forma sustentável, ainda dar conta de criar-resgatar os vínculos comunitários e o sentimento de pertencimento ao local, pois parte do envolvimento do coletivo, do processo de escuta, as pessoas podem dizer qual o seu sonho seus desejos e planos de vida. Com isso, levantam a auto -estima da  comunidades e seus indivíduos. Diante das experiências  de Economia Solidaria  é muito satisfatório ouvir as pessoas relatar que “hoje somos cidadã”!.Dessa forma, é necessário e urgente que a Economia Solidária, tenha sua autonomia, não se pode misturar como o micro empreendedorismo, pois este tem outra linha de pensamento e execução que não casam com a nossa filosofia.   

Deusdete Oliveira, da Coopercoisas de Iporá e da coordenação da Rede dos Territórios de Goiás e das Águas Emendadas, fez uso da fala ressaltado: “Quero fazer memória das mulheres trabalhadoras que lideram as cooperativas, associações e grupos de produção e que gestam no dia a dia  o desafio de construir a economia solidaria. Em Goiás somos mais de 1150 empreendimentos mapeados, destes, oitenta por cento são da agricultura familiar, que enfrenta um grande desafio, que é de produzir e comercializar os seus produtos, tanto formal ou institucional com o PAA e PNAE, somente com fortalecimento destas organizações conseguiremos implantar estas políticas. Por isso reafirmamos a nossa posição de defender uma política pública especifica para economia solidaria, que pauta pelo coletivo. Entendemos a importância da micro e pequena empresa para os milhares de trabalhadores que optam em trabalhar na maioria das vezes individualmente ou apenas grupo familiar. Isso tirará do anonimato e da clandestinidade milhares de trabalhadores e assegura uma política previdenciária.

Deusdete ainda ressaltou: "Em Goiás já temos a Lei Estadual aprovada, precisamos nos articular e fortalecer a frente parlamentar,  lutar para que o estado assuma como alternativa para o trabalho cooperado a economia solidária. Precisamos ainda, e peço ajuda aos nossos parlamentares, para uma interlocução com a prefeitura de Goiânia, no sentido de efetivar um centro de comercialização da Economia Solidário e Agricultura Familiar,  como alternativa de fortalecer e dar visibilidade ao nosso trabalho".

Para finalizar Ademar,  fala emocionado da clareza de todos e todas em reafirmar quanto  Projeto de Lei 0865,  que não é este o lugar da economia solidaria e agrade pela participação de todos.

Após os debates, foi aberto espaço para votação sobre a posição da plenária da audiência com relação o PL 865, assembléia foi unânime em reafimar a posição d não permanecer no no ministério da micro e pequena empresa e todos se colocaram favorável que se criei uma secretaria da Economia Solidária, que vai ser sua luta com mais força, pois ele acredita que a Economia Solidária já existe. Não dá para desconstruir o que já construímos!!

Logo após a audiência apresentou encaminhamento:
1. Apresentar um requerimento a Presidenta Dilma Rousseff,  sobre  decisão da planaria da Audiência  Publica de Goiás, reforçando  a construção de uma política pública de economia  solidária  para o Brasil;

2.Levar para  Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT)  o debate sobre a política publica da Economia solidária um debate mais amplo  do Partido, uma vez que El e membro do Diretório Nacional;

3.Encaminhar relatório do resultado da audiência para Fórum Brasileiro de Economia Solidária;

4. Mobilizar caravana para audiência publica em Brasília dia 17 e 18 de maio de 2011.